Globalização é um brasileiro assistir num site americano um video de um cantor espanhol interpretar a composição de um el salvadorenho na Coréia.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Sobre a música brasileira
Ver um brasileiro pegar um violão e tocar músicas estrangeiras é um acontecimento banal no nosso dia-a-dia. Entretanto, ver os gringos tocando e cantando em português nossas músicas, é extremamente raro e emocionante. É infinitamente mais difícil a nossa música penetrar na cultura anglosaxônica, do que a deles na nossa. Só fazer um balanço de quantos brasileiros falam inglês e quantos americanos falam português. E mesmo assim, é triste saber que a boa música brasileira é muito mais reconhecida lá fora do que aqui dentro. Assim como no futebol, onde exportamos nossos craques, parece que o mesmo acontece com a música. O brasileiro no geral ainda tem a errônea impressão de que a música de fora é melhor que a nossa. Também pudera, as novas gerações só conhecem aquilo que toca nas rádios. E a realidade é essa: a música comercial estrangeira é tema de filmes hollywoodianos, toca em festas, comerciais, é pesada, agressiva E tem qualidade. A nossa música? Axés, pagodes e funks feitos nas coxas e para as coxas, não para os ouvidos. Como pode, então, um brasileiro gostar da música nativa se o que toca nas rádios, programas e meios de comunicaçõ em geral daqui é lixo? Por esse motivo que acabo me embrenhando no passado da música brasileira.
E mesmo assim, diante de todas as dificuldades, encontro vídeos como esse, aqui embaixo.
E mesmo assim, diante de todas as dificuldades, encontro vídeos como esse, aqui embaixo.
João e Maria, de Sivuca e Chico Buarque:
E se você, meu amigo, mesmo depois de ouvir Cartola, Tom Jobim ou Chico Buarque, disser que não gosta da música brasileira, lembre-se que lá fora eles adoram.
E se você, meu amigo, mesmo depois de ouvir Cartola, Tom Jobim ou Chico Buarque, disser que não gosta da música brasileira, lembre-se que lá fora eles adoram.
A diferença é que lá fora eles não ouvem nossas rádios.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Reviver é cordar

E se o negócio é reviver músicas cafonas do passado, aí vai mais uma: Esses tempos veio aqui pra Porto Alegre a banda Stylistics. Curioso, fui atrás de informações sobre ela. E eis que descubro que, ao estilo Bee Gees/Earth, wind and fire, The Stylistics mexeu com milhares de coraçõezinhos em reuniões dançantes, principalmente com o seu maior sucesso: You Make Me Feel Brand New. Agora deixe sua vergonha de lado e puxe o broto pra dançar coladinho, ao som de Stylistcs:
sábado, 4 de outubro de 2008
No me platiques mas...
Ataque virtual inventa morte do cantor Luis Miguel para invadir PC.
Anda circulando pela internet mais um e-mail SPAM/Virus do mal, anunciando a morte de alguém famoso, com o intuito de invadir o pc, passar virus, roubar senha e essas coisas caóticas do mundo virtual. Dessa vez foi anunciada a morte do cantor mexicano Luis Miguel.
O que?! Tu não sabe quem é Luis Miguel?!
Se tu é boêmio ou presta atenção em trilhas sonoras cafonas de novela, tu conhece, no mínimo, a famosa La Barca, de Roberto Cantoral:
E já que falei do Caetano alí embaixo, tem também a versão dele.
O que?! Tu não sabe quem é Luis Miguel?!
Se tu é boêmio ou presta atenção em trilhas sonoras cafonas de novela, tu conhece, no mínimo, a famosa La Barca, de Roberto Cantoral:
E já que falei do Caetano alí embaixo, tem também a versão dele.
We've got to fulfill the book.
Comissão nega título de herói nacional a Bob Marley.
Segundo a comissão do governo Jamaicano, o título de Herói Nacional seria atribuido apenas para aqueles que lutaram contra a colonização do país, a escravidão, etc. Apesar da obra musical, a comissão decidiu que Marley não merece tal título.
Por mim, ele merecia o título só por ter escrito Redemption Songs:
Segundo a comissão do governo Jamaicano, o título de Herói Nacional seria atribuido apenas para aqueles que lutaram contra a colonização do país, a escravidão, etc. Apesar da obra musical, a comissão decidiu que Marley não merece tal título.
Por mim, ele merecia o título só por ter escrito Redemption Songs:
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Caetoso Velano

Eu gosto do Caetano Veloso. Ótimo cantor (um dos melhores do Brasil), baita letrista e compositor. Gostei do último trabalho, "Cê", genial ao misturar a musicalidade das canções dele com o peso de guitarras cruas, numa levada mais rock. Uma proposta interessante, com resultado fantástico.
Mas admito que durante certo tempo, tive dificuldade para entrar no universo da obra dele. Era como se tal universo fosse inacessível. Talvez pela loucura de cada trabalho, cheio de misturas e refências. Não ouvi 1/6 da discografia e ja pude perceber que muitas das letras dele são repletas de pedaços de músicas de outros. Frases como "Tropeçavas nos astros desastrada" (alusão ao magnífico verso "pisavas nos astros distraída", da música Chão de Estrelas, de Silvio Caldas), ou "É doce morrer nesse(no) mar", de Caymmi, são exemplos.
Caetano também compôs homenagens à outros músicos ou movimentos (como Saudosismo, onde ele usa diversos trechos de músicas do Tom/João Gilberto/Vinicius), além das regravações integrais de músicas de outros autores, com interpretações, por vezes, melhores que as originais. Fora quando ele faz uma misturada, juntando frases de uma música com melodia de outra, inglês com português, francês com espanhol, Michael Jackson com Beatles.
Uma overdose de referências, influências e homenagens.
A que mais me chamou atenção para isso foi a intertextualidade da música Dom de Iludir. Uma respostá à canção Pra que mentir?, de Noel Rosa e Vadico. Nela, Caetano defende a natureza da mulher, frente às indagações e questionamentos dos compositores sobre a safadeza feminina.
Como não achei nenhuma das duas disponíveis na internet, deixo vocês com a versão de Billie Jean + pitadas de Nega Maluca e Eleanor Rigby:
Gênio!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Radiohead e Clube da Luta
Ok, a chamada é maldosa. Não tem nenhuma ligação direta entre os dois. Fato é que o Radiohead participou da trilha sonora de Choke, novo filme de Chuck Palahniuk, roteirista de Fight Club. Na verdade é só uma participação nos créditos do filme. Se vocês lembram, a música dos créditos do clube da luta é Where is my mind, do Pixies. Ela ficou muito boa.
+ Radiohead:
Vocalista do Oasis diz que fãs do Radiohead são 'chatos e feios'
Gostei do clipe. Pra fazer um troço desses o cara precisa de criatividade, mas sobretudo um baita PC. Haja processador pra renderizar uma animação dessas.
domingo, 28 de setembro de 2008
Creep?
E eis que o menino Thomas Yorke cresceu. In Rainbows consegue ser fabuloso, mantendo o brilhantismo da banda mesmo 10 anos após a obra prima OK Computer. Mas não me refiro só em relação à música. Thom Yorke demonstra uma diferença de maturidade gigantesca entre o último e o primeiro trabalho da banda. O compositor, que em seu primeiro single cantava aflitivamente: "When you here before couldn't look you in the eye [...] But i'm creep, a weirdo...", hoje escreve letras fortes, que demonstram atitude do eu-lírico frente sua musa inspiradora. House of cards (cujo clipe foi feito sem cameras) é exemplo dessa mudança. Agora, o sujeito, que antes não conseguia nem olhar nos olhos da mulher amada, fala com segurança:
I don't want to be your friendI just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts
No matter how it ends
No matter how it starts
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
And I'll deal mine

Esse é o meu garoto!
Queime depois de ler
Depois de "Onde os fracos não têm vez" (o filme mais foda dos últimos tempos), Ethan e Joel Coen voltam às telas com "Queime depois de ler", uma comédia situada no mundo da espionagem..
O que? Tu não viu "Onde os fracos não tem vez"?
Sem problemas, em 30 segundos seus problemas se acabaram-se.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Dois barcos
Eis que os hermanos Camelo e Amarante seguiram caminhos diferentes. Já estava na hora.
No disco Quatro já era visível que havia um hiato entre os estilos musicais dos dois, e que a separação era inevitável (ou não..). Embora Los Hermanos fosse a única banda brasileira que eu me prestava a ir aos shows, acompanhar a carreira e tirar as músicas no violão, não senti tanto o baque quando soube que eles tinham "encerrado atividades por tempo indeterminado". Acredito que o trabalho deles na terra ja estava concretizado, e os barbudos já podiam subir aos céus. O que realmente espero é que surjam mais bandas sem preconceito musical, com personalidade e criatividade, para mexer com esse statu cú em que a música nacional se encontra.
Mas falemos do resultado dessa meiose que sofreu o LH. É gritante a diferença do trabalho dos dois compositores:
No disco Quatro já era visível que havia um hiato entre os estilos musicais dos dois, e que a separação era inevitável (ou não..). Embora Los Hermanos fosse a única banda brasileira que eu me prestava a ir aos shows, acompanhar a carreira e tirar as músicas no violão, não senti tanto o baque quando soube que eles tinham "encerrado atividades por tempo indeterminado". Acredito que o trabalho deles na terra ja estava concretizado, e os barbudos já podiam subir aos céus. O que realmente espero é que surjam mais bandas sem preconceito musical, com personalidade e criatividade, para mexer com esse statu cú em que a música nacional se encontra.
Mas falemos do resultado dessa meiose que sofreu o LH. É gritante a diferença do trabalho dos dois compositores:
Marcelo Camelo levou consigo toda a brasilidade e rebuscamento melódico, e o utiliza ao máximo em seu disco solo SOU/NÓS. O disco não me agrada por completo. Não dá pra dizer que é um cd ruim, muito pelo contrário. Mas o vocal sempre intimista deixa o disco monótono em certos pontos. Diria, com medo de errar, que faltou um "Azedume" no trabalho. Destacaria Liberdade como a melhor canção do disco. Com participação de Dominguinhos, a música é bela em sua totalidade.
Já Rodrigo Amarante saiu do território nacional e juntou-se ao baterista do Strokes, Fabrizio Moretti, pra formar o Little Joy. O que dizer? É bom, muito bom.. Com destaque pra música With Strangers, que é maravilhosa.
...
E o que resta pra nós é continuar acompanhando o trabalho deles. Mas, feito um crente que aguarda pela vinda do novo messias, espero que outras bandas apareçam com suas Anna Julias, Pierrots e Caras Estranhos..

Amém.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Elis atrás da porta.
Não sou muito de escrever. Então nesse blog vocês não encontrarão textos enormes, divagando sobre a existencia do ser, do universo e tudo mais. Serei sempre direto e.. ja me alonguei demais.
...
Começo postando um dos videos mais fantásticos da música brasileira.
Elis Regina cantando a belíssima canção Atrás da Porta. Música de Francis Hime com letra de um tal Chico Buarque de Holanda. "Um tal" que admiro na mesma proporção que invejo (inveja boa, se é possível existir tal coisa).
Enfim, fiquem com Elis:
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