domingo, 28 de setembro de 2008

Creep?

E eis que o menino Thomas Yorke cresceu. In Rainbows consegue ser fabuloso, mantendo o brilhantismo da banda mesmo 10 anos após a obra prima OK Computer. Mas não me refiro só em relação à música. Thom Yorke demonstra uma diferença de maturidade gigantesca entre o último e o primeiro trabalho da banda. O compositor, que em seu primeiro single cantava aflitivamente: "When you here before couldn't look you in the eye [...] But i'm creep, a weirdo...", hoje escreve letras fortes, que demonstram atitude do eu-lírico frente sua musa inspiradora. House of cards (cujo clipe foi feito sem cameras) é exemplo dessa mudança. Agora, o sujeito, que antes não conseguia nem olhar nos olhos da mulher amada, fala com segurança:

I don't want to be your friendI just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
And I'll deal mine


Esse é o meu garoto!

Queime depois de ler

Depois de "Onde os fracos não têm vez" (o filme mais foda dos últimos tempos), Ethan e Joel Coen voltam às telas com "Queime depois de ler", uma comédia situada no mundo da espionagem..




O que? Tu não viu "Onde os fracos não tem vez"?

sábado, 27 de setembro de 2008

Adaptação..

Charlie Kaufman estréia sua carreira de diretor com o filme Sinédoque, Nova York (Synecdoche, New York) . Roteirista dos maravilhosos "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", "Adaptação" e "Quero ser John Malkovich", o gênio Kaufman traz no elenco nada menos que Philip Seymour Hoffman para o papel principal.

O que esperar desse filme? Deve ser fantástico.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dois barcos

Eis que os hermanos Camelo e Amarante seguiram caminhos diferentes. Já estava na hora.
No disco Quatro já era visível que havia um hiato entre os estilos musicais dos dois, e que a separação era inevitável (ou não..). Embora Los Hermanos fosse a única banda brasileira que eu me prestava a ir aos shows, acompanhar a carreira e tirar as músicas no violão, não senti tanto o baque quando soube que eles tinham "encerrado atividades por tempo indeterminado". Acredito que o trabalho deles na terra ja estava concretizado, e os barbudos já podiam subir aos céus. O que realmente espero é que surjam mais bandas sem preconceito musical, com personalidade e criatividade, para mexer com esse statu cú em que a música nacional se encontra.

Mas falemos do resultado dessa meiose que sofreu o LH. É gritante a diferença do trabalho dos dois compositores:

Marcelo Camelo levou consigo toda a brasilidade e rebuscamento melódico, e o utiliza ao máximo em seu disco solo SOU/NÓS. O disco não me agrada por completo. Não dá pra dizer que é um cd ruim, muito pelo contrário. Mas o vocal sempre intimista deixa o disco monótono em certos pontos. Diria, com medo de errar, que faltou um "Azedume" no trabalho. Destacaria Liberdade como a melhor canção do disco. Com participação de Dominguinhos, a música é bela em sua totalidade.

Já Rodrigo Amarante saiu do território nacional e juntou-se ao baterista do Strokes, Fabrizio Moretti, pra formar o Little Joy. O que dizer? É bom, muito bom.. Com destaque pra música With Strangers, que é maravilhosa.
...
E o que resta pra nós é continuar acompanhando o trabalho deles. Mas, feito um crente que aguarda pela vinda do novo messias, espero que outras bandas apareçam com suas Anna Julias, Pierrots e Caras Estranhos..

Amém.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

If It Bleeds We Can Remake It!

No country for old men? Que nada. O cinema geriátrico é a nova moda. Bruce Willis vem com seu já não mais tão Duro de Matar. Stallone reaparece em Rambo 5 (metendo-se em mais uma guerra que não é dele) e Harrison Ford volta a entrar em tremendas confusões na pele do Indiana Jones. Frente à essa nova tendência de resgatar filmes clássicos, fica a pergunta: Será que Schwarzenegger, the governator, voltará às telas de cinema para gravar... (suspense)

PREDATOR 3?!
Sim, amigos! O Predador:


Há boatos de que nosso amigo dreadlocker-intergalático-invisível-uglymotherfucker tem grandes chances de uma continuação. Não levarei em conta os filmes Aliens vs Predator. Eles só serviram pra promover as teorias de Von Däniken e espalhar sangue gratuito. A verdade é que os Predatores foram embora em 1990 e ainda não voltaram.

A informação foi retirada do site hecklerspray, que inicia o texto com uma frase inspiradora:
"You know what there's not enough of? Films about really old men titting around in the woods with an invisible alien that looks like Whoopi Goldberg."

Concordo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sit the finger into this sperm!

A crítica cinematográfica do New York Times, Manohla Dargis, não gostou do Tropa de Elite.
http://movies.nytimes.com/2008/09/19/movies/19elit.html

Ela descreve o Elite Squad como um filme feio, que explora os problemas do país, incoerente e desagradável. Ressalta que a quantidade de sangue, torturas e mortes, aliada ao uso da câmera frenética na mão e a edição crua, transforma o resultado visual em confete.
Concordo com ela. O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa, cheia de encantos mil. O filme é totalmente incoerente com a realidade do Brasil, um país próspero, sem problemas sociais As técnicas usadas pelo BOPE para interrogar os inocentes bandidos (que só escolheram trilhar o caminho do crime por não terem outra saída) são totalmente fictícias. Da mesma maneira, o famoso micro-ondas, usado pelos traficantes para queimar provas, também veio do lindo mundo da imaginação do Padilha.
Por favor! Se é pra mostrar confete, que mostre verdadeiro confete do Brasil:

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Na (de)cadência bonita do samba..

"Não deixe o samba morreeeeeeeeeeeer...."

...

Não. Não me refiro à morte do samba. Falo sobre a morte do ser-sambista, aquela figura carismática que, em meio ao caos da favela, consegue fazer nascer do deserto uma flor, derramando seus sentimentos sobre um violão castigado.

O maior problema não é a morte, mas sim o não-nascimento. Em pouco tempo não teremos um espécime vivo. A única sub-espécie que surge a granel por aí são esses pagodeiros, todos cheios de marra e correntes (refiro-me às correntes do pescoço), que tocam melodias simplórias e letras emocionalmente atrativas para suas fêmeas no cio. Um verdadeiro rito de acasalamento, promovido pelo mercado fonográfico e pela preguiça crônica de seus participantes.
Não temos mais aquele sambista que escreve suas letras adornadas pela poesia, que extrapola o mundano para atingir algo maior. Não vemos por aí um novo Noel Rosa, um Ataulfo Alves.
E por saudade deles que posto aqui a trindade de sambas sobre a morte:


Quando eu me chamar saudade
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinhoA mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
...

Fita Amarela
(Noel Rosa)

Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Estou contente, consolado por saber
Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer.
Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim.
...

Na cadência do samba
(Ataulfo Alves)

Eu sei que vou morrer
Não sei o dia
Levarei saudades da Maria
Sei que vou morrer
Não sei a hora
Levarei saudades da Aurora
Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
Mas o meu nome vagabundo nenhum vai jogar na lama
Diz o dito popular
Morre o homem e fica a fama
Eu quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Elis atrás da porta.

Não sou muito de escrever. Então nesse blog vocês não encontrarão textos enormes, divagando sobre a existencia do ser, do universo e tudo mais. Serei sempre direto e.. ja me alonguei demais.
...
Começo postando um dos videos mais fantásticos da música brasileira.
Elis Regina cantando a belíssima canção Atrás da Porta. Música de Francis Hime com letra de um tal Chico Buarque de Holanda. "Um tal" que admiro na mesma proporção que invejo (inveja boa, se é possível existir tal coisa).
Enfim, fiquem com Elis:

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Considerações sobre o blog.

Este blog não terá apenas um tema.
Digo isso por que me sinto incapaz de discorrer sobre um tema somente e me sentiria mal em querer falar aqui de algum assunto avulso e não poder fazê-lo.
Mas manterei uma certa organização, sim. Basicamente o blog versará sobre música brasileira, grande paixão minha.
Então, sinta-se à vontade neste blog.
Mas aviso: não encontrarás nada de útil.
 
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